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Gripes agressivas assustam e MT inicia campanha de vacinação nos municípios

Três tipos de gripes agressivas, causadas pelos vírus H1N1, H3N2 e a influenza B, estão preocupando em Mato Grosso. A H1N1 já matou uma pessoa. O caso foi confirmado por exame laboratorial. Outros sete contágios relacionados aos vírus estão em investigação pela Vigilância Epidemiológica.

O H3N2 é considerado o mais agressivo e o que tem mais provocado avanço da contaminação para doenças respiratórias mais graves, como a pneumonia, a sinusite e a amidalite. Ele é tratado como vírus “importado” dos Estados Unidos, onde houve, desde o fim de 2017, uma série de casos registrados, alguns com a morte do paciente. Clinicamente, eles não possuem características nítidas que os diferenciam um do outro. Os sintomas são bem próximos: dor de cabeça, febre persistente há mais de três dias e mal-estar.

“Sabemos que o H3N2 é vírus que tem gerado os casos mais graves, com desenvolvimento para outros quadros de doença. Mas é difícil dizer o que o diferencia do H1N1 e da influenza B. Os sintomas são muito semelhantes. Acho que é possível dizer, neste momento, que ele é mais agressivo”, diz a infectologista Zanara Brandão, superintendente do pronto-socorro de Cuiabá.

  A campanha nacional começa apenas para alguns municípios em Mato Grosso. O atraso da entrega das vacinas pelo Ministério da Saúde vai retardar o início da imunização nos locais mais distantes da capital. E a quantidade de doses prevista necessária para atender a demanda vai chegar aos poucos. Vinte e seis municípios estão listas de primeiros a receber a vacina. 

Segundo a secretaria estadual de Saúde (SES), para o início da campanha, 314 mil doses foram enviadas pelo Ministério, na terça (17), das 850.500 estimadas. A quantidade representa apenas 37%, o suficiente para abastecer só oito municípios (Nossa Senhora do Livramento, Planalto da Serra, Jangada, Barão de Melgaço, Acorizal, Santo Antônio de Leverger e Nova Brasilândia) e a região do Araguaia com 100% das doses necessárias. 

A SES afirma que a distribuição das vacinas começou na quarta (18) e se estende durante o fim de semana. Mesmo assim, para os municípios mais distantes, a exemplo de São Félix do Araguaia (a 1.159 km de Cuiabá), a campanha deve começar com uma semana ou mais de atraso. 

“Devido ao pouco tempo que temos entre a chegada das doses, que ocorreu no último dia 17, e o início da campanha, para entregar a vacina para todos os municípios, alguns que estão até mil quilômetros distantes da capital provavelmente não poderão começar a vacinar no dia 23. Vamos fornecer as doses para todos os 141 municípios na medida em que o Ministério da Saúde realizar a remessa dos demais lotes”, diz a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Alessandra Moraes. 

Segundo a Vigilância Epidemiológica, nessa primeira etapa, as vacinas estão sendo entregues para os Escritórios Regionais de Saúde (ERS) em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Diamantino, Juara, Juína, Porto Alegre do Norte, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Tangará da Serra, São Felix do Araguaia e o Vale do Rio Cuiabá, composto por treze municípios incluindo Cuiabá e Várzea Grande. 

“Cada Escritório Regional de Saúde fará a distribuição da vacina para os municípios abrangidos pela sua região”, explica Alessandra . 

Idosos com mais de 60 anos, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas são o público alvo da campanha. 

Cobertura da vacina 

A campanha que começa na próxima segunda é para imunizar contra o ataque dos três vírus em circulação no país. O H3N2 foi identificado no Brasil no começo deste ano, e vacinas começaram a ser desenvolvidas para combate-lo. A infectologista Zamara Brandão afirma que ele é um novo tipo de vírus, cujas sintomas não estão distantes do H1N1 e da influenza B, também cobertos pela vacina. 

“Os postos de sentinelas de saúde no país identificaram o vírus no começo deste ano, vindo dos Estados Unidos. Ela houve vários casos registrados e com algumas mortes. Aqui no Brasil a temporada de manifestação da doença está começando agora, com entrada no outono e no inverno. As regiões de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás são as mais afetadas, com algumas mortes confirmadas”, pontua. 

A médica afirma que, apesar das mortes confirmadas em outros Estados pela gripe, não existe descontrole da doença no país. As recomendações para evitar o contágio são os mesmos para gripes de efeito mais leve.

“Qual é a indicação para não pegar a gripe? Vacina, vacina, vacina. Mas, se pessoa puder levar a mão toda vez que chega em casa da rua, evitar contato com secreções do olho e do nariz, se possível, colocar máscara para sair, evitar aglomeração, passar álcool geral na mão, e abrir janelas em lugares fechados para circular o ar já está valendo. Eu enfatizou a vacina porque quanto mais pessoas foram imunizadas, mais anticorpus vão ser espalhados e menos pessoas ficarão expostas à contaminação. É um mesmo caminho da contaminação, mas com efeito inverso”. 

Casos em Mato Grosso 

Boletim epidemiológico da Vigilância Epidemiológica, atualizado até 14 de abril, registra 56 casos suspeitos de contaminação do H3N2, H1N1 e a influenza B em Mato Grosso. Até um momento uma morte foi confirmada em decorrência do H1N1, ocorrida em Cuiabá. Os setes óbitos suspeitos estão sendo investigados. Quatro casos foram por síndrome respiratória aguda grave não especificada, e três estão sem diagnóstico confirmado pela Vigilância. 

A Vigilância aponta ainda que os casos suspeitos evoluíram para síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pela influenza A (1 caso), influenza A/H3 sazonal (2), influenza B (1), SRAG não especificada (12) e SRAG causada por outros agentes etiológico (1).

Fonte: clicknovaolimpia

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